31 de out. de 2014

Quem voce  é?

Digamos que eu seja uma leonina. Não, não como alguém que acredita em horóscopos ou sortilégios diários com a definição do meu dia. Vamos falar em estereótipos, pois a partir do estereótipo pode-se ter uma referencia de si mesmo que pode transcender ou não  ao estereótipo.

O intelectual não, ele é diferente. Ele precisa citar nomes dos livros que leu, e com isso instituir uma lista para si que o representa como personalidade, para, a partir daí, ser visto como um reflexo de idéias através de uns para outros. Ao mesmo tempo ele, pra se compor realmente da toga do intelectual, tem que ter outra lista de titulos alheios a si na sua ciência (consciência) pois o intelectual, supostamente, abarca todo o pensamento para exprimir algumas idéias.  É ilustre, bonito, e há realmente um prazer nisso, tão satisfatório para alma ou intelecto quanto o orgasmo o é para o corpo e as emoções, eu diria.
   
Mas na trajetória do intelectual há um ponto, ou um conflito, ou um limite no qual ele já tão preenchido com idéias e conceitos adquiridos,  tem uma tendencia a não reconhecer mais mudanças nos valores, nos costumes, no comportamento do cotidiano, os quais estariam desenhando uma nova filosofia a ser explorada.

Talvez  o fluxo permanente encontre pontos de resistência que não aprendemos ainda a codificar. Nos coloca numa posição fixa e na etapa seguinte, ultrapassada. Poucos realmente fogem a essa regra e perpetuam por eras ao passo que muitas vezes é preciso que as eras passem para que se possa realmente fazer a leitura de um tempo.

O que interessa aqui no momento é que o intelectual pode ser ao mesmo tempo excitante e limitante, e o estereótipo pode ser estacionário ou transcendente.

Acredito que realmente seja possível construir uma logica matemática que codifica e projeta as mudanças comportamentais e sociais na trajetória humana, não sem incorporar elementos como condições climáticas e de subsistencia, contingente populacional, etc, o que envolveria uma imensa complexidade, e que talvez precisasse de um supercomputador para estabelecer essas relações.

Mas acredito também que seja mais fácil se reconhecer num determinado estereótipo, reconhecer a diversidade e praticar a dança da vida fazendo algumas projeções a partir de experiências físicas.

Sempre me deparo com o mesmo problema na conclusão de uma idéia pois idéias podem ser perfeitas no mundo das idéias, mas quando ela passa a querer se substanciar ou tomar uma forma, acaba ficando presa na equação da manipulação. Aí a questão passa a ser: em qual posição voce se encontra, a do manipulador ou a do manipulado?

Dessa forma as idéias seguem, inacabadas ou redundantes. Talvez seja parte de um processo de evolução, quem sabe.

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